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quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Saber lidar com perdas

Primeiro, não queremos perder



É lógico não querer perder.

Não deveríamos ter de perder nada:

Nem saúde, nem afetos, nem pessoas amadas.

Mas a realidade é outra:

Experimentamos uma constante alternância de ganhos e perdas.



Segundo:



Perder dói mesmo.

Não há como não sofrer.

É tolice dizer não sofra, não chore.

A dor é importante.

O luto também.



Terceiro:



Precisamos de recursos internos para enfrentar a tragédia e a dor.

A força decisiva terá que vir de nós, de onde foi depositada a nossa bagagem.

Lidar com a perda vai depender do que encontrarmos ali.



A tragédia faz emergir forças inimagináveis em algumas pessoas.

Por mais devorador que seja, o mesmo sofrimento que derruba faz voltar a crescer.



Quando é hora de sofrer não temos de pedir licença para sentir, e esgotar, a dor.

O luto é necessário, ou a dor ficará soterrada, seu fogo queimando nossas últimas reservas de vitalidade e fechando todas as saídas.



Aprendi que a melhor homenagem que posso fazer a quem se foi é viver como ele gostaria que eu vivesse: bem, integralmente, saudavelmente, com alegrias possíveis e projetos até impossíveis.

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